Química

Químicos criam nova membrana ultrafina que aproveita 100 vezes mais potência

Químicos criam nova membrana ultrafina que aproveita 100 vezes mais potência

Químicos da Universidade de Leiden, na Holanda, conseguiram encontrar uma maneira de aproveitar 100 vezes mais energia da água salgada do que qualquer outra membrana atual. A membrana ultrafina tem apenas uma molécula de espessura e porosa.

Essa descoberta pode revolucionar a forma como a energia é aproveitada.

Suas descobertas foram publicadas em Nature Nanotechnology na segunda-feira.

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A energia é gerada através da espessura da membrana

A energia pode ser aproveitada através da água. Quando a água doce e a salgada se encontram, há uma troca de sal e outras partículas. Então, quando uma membrana é colocada nessa água ela é capaz de gerar energia graças a essas partículas em movimento. Este também é um método de dessalinização da água, algo crítico em muitas nações atingidas pela seca.

Agora, graças a uma equipe da Universidade de Leiden, uma dessas membranas pode produzir 100 vezes mais potência do que as melhores membranas atuais.

A maneira como essas membranas controlam a energia depende de sua porosidade e da espessura da membrana. Normalmente, as membranas são finas ou porosas, mas não as duas ao mesmo tempo. Agora, graças aos químicos de Leiden, existe uma membrana que é simultaneamente porosa e fina. É assim que ele aproveita muito mais poder.

A nova membrana

Os pesquisadores da Universidade de Leiden e autores deste estudo, Xue Liu e Grégory Schneider, criaram uma membrana semelhante ao grafeno. É uma membrana grande e plana feita puramente de átomos de carbono.

Liu disse: "A membrana que criamos tem apenas dois nanômetros de espessura e é permeável aos íons de potássio. Podemos mudar as propriedades da membrana usando um bloco de construção molecular diferente. Dessa forma, podemos adaptá-la para atender a qualquer necessidade."

Schneider explicou sua metodologia "Ao fazer uma membrana, muitos pesquisadores começam com o grafeno, que é muito fino, mas não poroso. Em seguida, eles tentam fazer furos para torná-la mais permeável. Fizemos o inverso com a montagem moléculas pequenas e construindo uma membrana porosa maior a partir dessas moléculas. Comparado ao grafeno, ele contém imperfeições, mas é isso que lhe confere suas propriedades especiais. "

Ele concluiu: "Grande parte da pesquisa neste campo foi focada na criação de melhores catalisadores, as membranas eram uma espécie de beco sem saída. Esta nova descoberta abre novas possibilidades para geração de energia, dessalinização e para a construção de células de combustível muito mais eficientes."


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